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sexta-feira, 13 de março de 2009

Bloc Party - 2005 - Silent Alarm


Esta é a derradeira análise a este álbum, totalmente imparcial pois já não escrevo com o coração. Este foi o álbum que mais me marcou, aquele que mudou a minha vida, isso parece que só acontece em filmes e livros, mas aconteceu mesmo. Mudou totalmente a forma como via, julgava e filosofava sobre as coisas e sobre a vida, foram uma influência grande, não só na música, mas isso sim, foi o que mais sofreu. Deixei de ouvir tudo praticamente o que ouvia, comecei a ouvir melhor, com ambos os ouvidos e com cabeça.

É absolutamente brilhante, com momentos altos de grande inspiração e urgência. De tantas vezes que ouvi o álbum (estimativa de por volta de 200 completas, só para se ter uma ideia do vício inicial e ao longo dos meses seguintes) não sei como só agora é que me está a ser cada vez mais indiferente. Tentei ouvi-lo segunda feira e passei à frente quando cheguei à segunda faixa. É normal, a música desgasta-se por mais qualidade que tenha, mas nenhum outro chegou ao nível deste. É perfeito, mesmo. Há de tudo, é um mundo, solos virtuosos, batidas altamente técnicas e dançáveis, linhas de baixo e riffs viciantes e vocais com as letras mais interessantes e introspectivas criadas num largo espaço de tempo e, principalmente, no indie. É impossível não referir o quão bom este álbum é em comparação ao que eles se tornaram, mas isto é o que se sabe hoje em dia.

Quando ouvi o álbum ele moldou-me, deu-me uma melhor educação do que qualquer pai pode dar, tem bons exemplos e ideais, a música educa. Ainda há bons álbuns na década. Nem tudo é comercial. Vale a pena investigar a música actual. Há um grande mundo para além do mainstream. Não é por conhecermos o novo álbum dos U2, Coldplay ou até Metallica que temos de dizer que a música de 2000 é merda, esta é a prova. Ouve aqui o solo da "She's Hearing Voices", é brilhante não é? Porque é que insistes em dizer que já não há música boa? Ora enfia-te numa cave e só saias de lá quando tiveres ouvido este álbum de uma ponta à outra no mínimo 5 vezes, também não gostei à primeira. É não é? Eu sei que sim. Eu disse-te, quem tinha razão? Mais álbuns nesta linha? Não há, é único. Já podes ir ouvir Pink Floyd outra vez.

20/20

sexta-feira, 6 de março de 2009

Death Cab for Cutie - 2003 - Transatlanticism


Na minha opinião, há álbuns que passava bem sem os ouvir. Tanto se me dá se os ouvi ou não. Só os ouço por causa de recomendações que me dão, referências à banda ou ao álbum... Depois acabo por acumular porcaria que nem sei se gosto (a maior parte não) e o disco anda sempre cheio e ando sempre perdido na minha biblioteca musical. É depressivo.

Por estas razões decidi começar uma limpeza ao disco, a nível musical e cinematográfico. Tudo se acumula, todo o lixo, e não tenho coragem de enviar para a reciclagem coisas que não sei se vou ou não gostar, tendo começado por separar os vários álbuns por pastas como "Ouvidos", "Por Ouvir" e "Em audição". Assim, sei o que já ouvi, o que está por ouvir e o que ando a ouvir, pois é mais fácil ir ouvindo 10 álbuns do que estar sempre a saltar de álbum entre 2000 escolhas.

Este aqui já o tinha ouvido várias vezes. Mais duas audições e estava pronto para o colocar nos "Ouvidos" e fazer a respectiva review. É um álbum razoável, adorado por muitos, pessoalmente não precisava de o ter ouvido, mas não digo que não gostei de algumas faixas. É indie-pop delicodoce, não me agrada muito.

13/20

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Breves

Arcade Fire - Funeral (2004)

O álbum de estreia da banda canadiana é um álbum pop perfeito, o que é raro nos dias que correm. A banda ganhou um enorme movimento de culto em torno dela, gerando um grande hype (que na minha opinião é exagerado) em torno desta. O álbum mistura influências da música clássica com a pop, com algum experimentalismo, mas acima de tudo, muitos instrumentos cantam em sintonia músicas de proporções épicas.

9.2/10

Black Mountain - In The Future (2008)

Candidato forte a álbum do ano, os Black Mountain lançam o sucessor do homónimo. Ora, se vocês são daqueles cépticos que dizem que a música hoje em dia não vale nada, ouçam isto. Um grande álbum a fazer lembrar os anos 60/70, mas que continua a soar completamente actual. Brilhante a fusão de géneros, instrumentos, influências numa receita rock'n'roll deliciosa e apetitosa. Audição obrigatória do ano.

9.4/10

The Smiths - Meat Is Murder (1985)

Ora, um clássico. É, na minha opinião, o mais forte álbum da banda. Os Smiths foram uma banda que levou o Indie para o Mainstream. Uma mistela de acordes agridoces com linhas de baixo fantásticas (das melhores de sempre) fazem a receita dos Smiths. Uma banda ainda hoje muito ouvida e deve ser ouvida. Este álbum é uma referência ao vegetarianismo e contém das faixas mais fortes e viciantes da discografia da banda. Audição obrigatória.

9.5/10

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Breves

Queens of The Stone Age - Songs for The Deaf (2002)

O derradeiro registo da banda, sendo o seu magnum opus. É um álbum de stoner rock puro e duro, com algumas redenções ao pop, mas é rock n' roll e do bom. É um registo bem interessante a fazer lembrar as rádios americanas, introduzindo pequenos golpes relatados. Têm solos, riffs, bateria com pujança e uma sonoridade bastante vasta entre faixas que em poucos registos do stoner podem encontrar. Há quem lhe chame rock rebarbado, citando, "música de gajo que se peida e arrota à frente da namorada, enquanto coça os testiculos". Eu cá não faço isso, mas é uma das minhas bandas predilectas!

9.5/10

Sonic Youth - Daydream Nation (1988)

Mais um magnum opus de uma grande banda. Esta é daquelas obrigatórias a quem queira ter um catálogo de audições do rock alternativo invejável. Foi uma das bandas mais influentes e inovadoras de sempre e este é o seu melhor álbum de sempre (atenção que os outros pouco atrás lhe ficam). É enérgico, esquizofrénico, barulhento, apaixonante, enérgico, enérgico e talvez, enérgico. É um álbum de noise rock com guitarras distorcidas e desafinadas a criarem uma muralha de ruído melodioso com riffs trepidantes e batidas supersónicas. Obrigatório.

10/10


Young Marble Giants - Colossal Youth (1980)

Mais um daqueles álbuns que influenciou meio mundo. Nado na madrugada da década de 80, foi tido sempre como referência no Pós-Punk. A sua componente minimal, com toques atmosféricos, cânticos delicados, alguns acordes e linhas de baixo fantásticas, fazem as receitas deste grande álbum. Obrigatório a quem segue o indie com os dois ouvidos e pretende ouvir um bom álbum de culto.

9.6/10
Burial - Untrue (2007)

O pai do dubstep lançou no final do ano anterior este grande álbum. Mistura ambientes muito, muito osbcuros e, de certa forma, tristes, com ritmos secos e dançáveis e com refrões viciantes aqui e ali. Burial é um artista de culto no género, e este álbum é absolutamente recomendado a quem quer entrar neste mundo.

8.9/10

The Go! Team - Proof of Youth (2007)

Que dizer deste alegre e festivo álbum? Razoável e subvalorizado. É bom para a dança e para ambientes de boa disposição, só isso. É divertido de ouvir e são uns 40 minutos que passam depressa. Influências do funk, música electrónica e pop, tudo misturado num registo que soa bem, mas não passa disso. Apesar disso, recomendo aos aficionados pelo indie... ou talvez não.

4.4/10

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

O que mais ouvi esta semana 11/08 - 17/08



Os mesmos de sempre na liderança, com At The Drive-In no Top e Black Mountain também figura na lista. Bela banda. No 13º lugar temos um belo artista do Folk Metal que lidera um projecto magnífico chamado Cerebral Pain. Podem ouvir as suas faixas no MySpace.

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Nas faixas mais ouvidas o Pós-Punk está presente em todos os lugares.
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terça-feira, 5 de agosto de 2008

Breves

Estreando o novo conceito do blogue, "Breves", estão 6 álbuns, recentes e não recentes.




Los Campesinos - Hold on Now, Youngster... (2008)

Álbum de estreia da banda. É um álbum alegre e colorido, pena que a pincelada cor-de-repetição seja muito grossa. É um álbum que se ouve uma vez, gosta-se. Ouve-se a segunda, enjoa-se. Contudo, nada mau. Recomendado para quem gosta de Strokes e Arctic Monkeys.

5.5/10



My Chemical Romance - I Brought You My Bullets, You Brought Me Your Love (2002)

Ao contrário do anterior analisado, este é um álbum negro e agressivo. Ouvi-lo hoje depois deste hype todo com a MTV é surpreendente pois este é um álbum bom. É um álbum em que o Punk e o Hardcore predominam. A banda ainda estava no underground quando foi gravado, sendo isso uma razão para a sua qualidade. Contudo, nada de muito agressivo, mesmo sendo "quite" Hardcore. Tem sempre aquele irremediável lado pop. Recomendado a quem gosta de Punk e Hardcore.

7.7/10



Arctic Monkeys - Favourite Worst Nightmare (2007)

Gritante o hype que esta banda recebeu aquando do lançamento do primeiro álbum. As colagens aos Strokes são evidentes neste segundo registo (não tanto como no primeiro) e adoptaram uma sonoridade mais "agressiva". Tendo em conta que esta banda pop nunca fez nada de muito agressivo, podem contar com mais um razoável álbum pop, recomendado a quem gosta de Strokes.

5.5/10




7 Seconds -
Walk Together, Rock Together (1984)

O desconhecimento desta grande banda de Punk por parte do público é quase tão grave como o exagero dado a bandas como Sex Pistols. Por um lado temos uma banda com sonoridade punk, com atitude punk séria e sentida, do outro, temos uma banda só com atitude e sonoridade punk e com algumas frases anarquistas com segundas intenções. Falando neste marco do punk, o registo é mesmo bom e, acima de tudo, é punk. Riffs rasgantes, bateria acelerada e voz marcante. Que mais se pode pedir dum álbum Punk? Recomendado a qualquer amante de Punk ou simpatizante.

9.2/10


Cansei de Ser Sexy - Donkey (2008)

Mais uma banda com um enorme hype gerado em torno de um álbum de estreia fraquíssimo em termos artisticos. Este seu sucessor já é mais adulto e pensado. É bem superior ao "CSS", mas mesmo assim ainda não se conseguiram livrar dos seus pesadelos criativos. As linhas de baixo são sólidas e as batidas muito dançáveis. Está lá o espírito CSS, não se vão os fãs desiludir. Bem pelo contrário, têm aqui uma razão para sorrir. Porém, não é álbum que encha as medidas. Bem longe disso. Recomendado a fãs, entusiastas do indie apoiado pela NME e curiosos.

5.9/10


!!! - Myth Takes (2007)

O sucessor do grande e aclamado Louden Up Now é inferior ao mesmo. Contudo, pouco ou nada lhe fica a dever, pois é uma viagem interessante por um mundo colorido com cores sóbrias e escuras por vezes. Dançável e agradável, este álbum requer uma audição cuidada e recomendada a qualquer pessoa que goste de "Rock Moderno".

8.5/10

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

O que mais ouvi esta semana 28/07 -03/08


Após uma audição da discografia dos My Chemical Romance, eles sobem para o segundo lugar da contagem semanal. Misfits em primeiro. Destaco também Less Than Jake, uma grande banda de Punk/Ska.

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As faixas mais tocadas Arcarsenal lidera em conjunto com Sick, Sick, Sick. Duas faixas incendiárias.

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Descrição

Blogue onde irei falar principalmente de música e videojogos. Irei tentar fazer uma abordagem leve ao cinema e outras artes sempre que entrar em contacto com elas.

Teared Clouds

Audição completa do álbum aqui:

Main Dish - Teared Clouds

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