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quarta-feira, 1 de abril de 2009

Soft Machine - 1973 - 7


Gostava de ter começado pelo princípio, mas aqui vai a review do já ouvido capítulo nº 7 desta bastante impressionante banda do já característico progressivo psicadélico dos finais da década de 60 e inícios dos 70's. Infelizmente, e como muitos outros, desvalorizado, esquecido no tempo e ressuscitado pelos amantes de boa música.

Este álbum peca apenas por haver demasiados solos exagerados, consistindo a maior parte das músicas em um riff num tempo não usual, repetido até ao fim, com uma bateria agressiva jazzy, e com solos de teclas do início ao fim da música, alguns solos de sax e pouco mais. Com isto não retiro qualidade ao álbum, até porque é bastante original e extremamente agradável de ouvir, mas podia ser melhor. No entanto, para quem gosta deste género de música vale muito a pena e é recomendadíssimo.

18/20

terça-feira, 31 de março de 2009

The Mars Volta - 2005 - Frances The Mute


Sem dúvida, o melhor álbum da banda. Mais um conceptual, desta feita sobre o falecido ex-membro da banda Jeremy Ward. É absolutamente fascinante, a maneira como começa, evolve, acaba, é absolutamente brilhante. O único álbum merecido de nota máxima para mim. Isto sim, é The Mars Volta.

Um portento progressivo, as influências fluem por todos os lados, riffs alucinogénicos, psicadelismo flutuante, batidas virtuosas e altamente viciantes. Corremos o risco de entrar em paranóia, ou ter uma overdose. É verdade, a bateria tem uma fluidez incrível ao mesmo tempo que está sempre a mudar de ritmos, compassos, 27/32, jam's sem fim à vista (eu queria mais, ao vivo tenho), muito, muito jazz, os muito apreciados ritmos latinos, escalas e instrumentos de salsa, épicos de 32 minutos, tudo é perfeito. Omar excede-se completamente nos solos, sai de si próprio para encarnar na guitarra. Para mim, só existe algo a manchar este álbum, chama-se The Widow. É o single muito vendido, mas eu não entendo porquê, nem sequer tem potencial comercial... mas não é por isso que vai perder um valor o álbum, até porque o resto das faixas compensam e de que maneira, é incrível. É complicado entrar, mas depois não se sai com facilidade.

20/20

sábado, 21 de março de 2009

Brad Mehldau – 2002 - Largo

http://cover6.cduniverse.com/MuzeAudioArt/Large/69/459169.jpg

É raro encontrar-se um mau álbum de jazz. Eu, por exemplo, nunca ouvi nenhum álbum mau de jazz, não é que tenha uma cultura no género muito vasta, mas já ouvi bastantes álbuns de jazz e nunca ouve nenhum que não gostasse (menos aqueles de free jazz, mas isso já não é jazz). Há sempre alguns que gostamos mais que outros, mas no geral, tudo tem qualidade.

Brad Mehldau é compositor jazz ao piano, piano jazz-fusão, com influência da música clássica, mas mais jazz do que o resto. Também podemos encontrar uma cover excepcional neste álbum, cover de "Paranoid Android" em formato Jazz. Vale a pena, mas é mais para fãs do género. É agradável, mas não é nada do outro mundo. Como pianista é muito técnico e um executante perfeito, mesmo muito bom. Mas como compositor é típico do jazz, o que também é bom. Eu gostei.

17/20

sexta-feira, 13 de março de 2009

Audible Architecture - 2007 - Soul Talk




O porquê de álbuns como este permanecerem na penumbra irrita-me e intriga-me, mas é uma sensação mesmo muito boa descobrir uma pérola destas do nada,, ainda para mais é nacional, foi numa vez que pus o Foobar em aleatório e calhou na "11 in 8" que estava num cd de Novos Talentos da Fnac, amor à primeira audição. Fui ao myspace e ouvi mais uma vez, mas infelizmente, pouco mais tinha, só tinha esta faixa praticamente. Tentei procurar o álbum na net, e até mandei um mail para a editora a encomendá-lo, mas como é espanhola (claro está que os portugueses não apostam em arte) não me responderam. Ainda bem que uma vez andava a passear na Fnac e o encontrei e trouxe-o, não me arrependo nada dos 10€ que deixei.

É um clássico para mim, é jazz de fusão, com um baixo virtuoso, guitarras jazzy e baterias frenéticas. É funky e é inspirado pelas divindades, à primeira audição ficam com vontade de o ouvir vezes sem conta, em repeat. É lindo, altamente recomendado, está disponível na Fnac e vale a pena para quem gostar da "11 in 8" que está no MySpace. Eddy Slap, és o meu novo ídolo.

19/20

Descrição

Blogue onde irei falar principalmente de música e videojogos. Irei tentar fazer uma abordagem leve ao cinema e outras artes sempre que entrar em contacto com elas.

Teared Clouds

Audição completa do álbum aqui:

Main Dish - Teared Clouds

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